Começo retomando um poema,
A Vida das Árvores
Mariana Arraes de Alencar
Naquela tarde, no parque do Liceu,
Eles eram do verde das árvores da infância,
Inocência.
Envolveram-me de luz e água,
Como a vida mágica e inteira das árvores.
E em busca de minhas raízes perdidas
Mergulhei em sua claridade,
Voei no seu vento,
Em sua paisagem de amor genealógico,
Onde crianças e avós se conhecem.
Onde crianças e avós se conhecem.
Ao reencontrar esse brilho no olhar de minha filha,
Entendi que as raízes renascem,
E que pode haver doçura no futuro.
Recife, 22.11.1998
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