A cidade se faz antiga
Esse poema está em Marcas d'Água. A gente vive a cidade em vários ciclos, se moramos nela por um tempo significativo. A cidade se faz antiga Mariana Arraes de Alencar Onde andará sua alma gêmea, Menina, Aquela presença conhecida e amiga, Por que ruas, No verde e azul das tardes, Nas esquinas molhadas da cidade tropical, Reconhecíveis pela umidade da emoção Ao ver surgir um prédio familiar, Antigo, ou dos anos 60; Ainda caminhará quase incólume Pelas ruas de casas e quintais? Fixando a correnteza do rio, Que vai filtrando lembranças, avenidas, O mapa da cidade do coração de então, (De quando ele lhe deu a mão, Perto do Parque Treze de Maio), Desaparece na curva das águas com o outono de sua alma, Ficando tão longe como num sonho, Ou um instante. Recife, 30.05.12